Política

Aliados de Arthur se dizem neutros sobre oposição na Câmara

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O vice-presidente da CMM, afirmou que a mudança seria incoerente, por conta da quebra de aliança repentina – foto: Divulgação

Mesmo com a desvinculação do PSD e do PSDB nestas eleições municipais, vereadores dos partidos como Democratas, Pros e o próprio PSD, que faziam parte da base do prefeito Arthur Neto (PSDB) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), afirmaram que não irão ser oposição dentro da casa, por acreditarem que os interesses da população são mais importantes que os interesses da política.

A decisão do senador Omar Aziz (PSD) de romper aliança com o Arthur Neto (PSDB), depois de descobrir que o prefeito estaria se coligando com PMDB para compor a chapa dele na eleição municipal, não só surpreendeu a população, mas também os vereadores que faziam parte da base dentro da Câmara. Mesmo com esse impacto imprevisto, todos parlamentares alegaram que não irão se comportar como oposição.

O vice-presidente da casa, vereador Hiram Nicolau (PSD), que passou 3 anos sendo da base de defendendo o que achou certo e o que achou errado, disse que a mudança seria incoerente, por conta da desvinculação repentina. “Eu não fui chamado para participar da briga do Arthur e Omar e nem para mediar e selar as pazes. Eu não tenho nada a ver com isso, meu trabalho como vereador vai continuar o mesmo como no início do meu mandato. Agora levar essa confusão para dentro do plenário é incoerente e de pouca maturidade. Ninguém faz campanha no plenário e aqui nós discutimos matérias de interesse da população em geral. Ninguém aqui vai lavar roupa suja dos dois. Vou continuar fazendo o meu trabalho, e para mim não muda nada”, disse.

Sobre uma possível ordem para os aliados se tornarem oposição, Hiram diz que Omar tem uma característica que ele mesmo admira que é deixar os seus, coligados, vereadores e deputados, livres para decidiram o que achar melhor. “Ele nunca me impôs nada em nenhuma situação e eu acredito que ele não vá fazer agora. O Omar é inteligente o suficiente para saber que isso não tem futuro e não faz parte do perfil dele”.

O parlamentar Gilmar Nascimento, que também faz parte do PSD, ressalta também ter mesmo o posicionamento de seu colega, pois sempre se pautou na Câmara com o interesse voltado para cidade de Manaus, independente de cores partidárias. “Vejo que Manaus merece que tenhamos maturidade e responsabilidade social, não podemos confundir interesse da população com o interesse político”, disse.

Na parte dos Democratas, a vereadora Therezinha Ruiz salienta que o presidente do partido, deputado federal Pauderney Avelino (DEM), convocou os aliados para uma reunião com o intuito de analisar todo o contexto das condições de 2016, desfazendo aliança com o prefeito, porém, sempre tendo cuidado e atenção aos projetos que vão beneficiar a população. “Não sou oposição, sou coerente e aquilo que é bom para educação, e para Manaus, vai continuar acontecendo”.

Já o vereador Roberto Sabino (Pros) lamentou pela mudança repentina dentro dos partidos, porque acredita que a legenda para vereador será muito fraca, mesmo assim continuará apoiando o Executivo nos projetos por entender ser melhor para cidade. “Podemos, sim, fazer parte no processo eleitoral com uma outra chapa, mas oposição nesse momento não tem como fazer. O que eu posso ficar é observando o cenário da política como ela irá se desenvolver”, ressaltou Sabino.

Por Diogo Dias

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