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Aleam indicará substituto de Michiles no TCE-AM

Com a aposentadoria do conselheiro Raimundo Michiles do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) no próximo dia 28 de agosto, expectativas e especulações envolvem o preenchimento da vaga. Com salário de R$ 30.471,10, o substituto ocupará cargo vitalício e será indicado pela Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).

O TCE é o órgão de fiscalização financeira do Estado e dos municípios, além das entidades da administração indireta e entidades do poder público.

A vaga é muito cobiçada porque um conselheiro deixa o cargo ao completar 70 anos. Os requisitos para ser indicado são: ter mais de 35 anos e ser formado em direito, administração ou economia.

Com quase dois meses para a abertura da vaga, a disputa pelo cargo já está acirrada nos bastidores. Um dos mais cotados para a vaga é o atual secretário de Estado de Representação do Governo, Mário Mello. Com residência em Manaus, o alagoano é primo do ex-presidente da República, senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL).

Mário Mello já concorreu por outros Estados a cargos públicos e prestou serviços a várias administrações públicas no Amazonas, em Roraima e no Amapá.

Outro nome contato para o cargo é o deputado federal Silas Câmara (PSD). O parlamentar responde a dois inquéritos. Em um deles, por corrupção eleitoral passiva. Ele também é suspeito de captar votos de alunos que frequentavam cursos de informática, corte e costura, oficinas de artesanato, aulas de reforço, aulas de alfabetização de jovens e adultos e palestras motivacionais realizadas pela Fundação Boas Novas.

Em outro processo, Silas é suspeito de se apropriar de parte dos salários de assessores de seu gabinete, além de contratar funcionário “fantasma” e servidores vinculados à Assembleia Legislativa do Estado.

Silas é investigado, também, em uma ação penal que corre em segredo de Justiça. Na ação, ele é acusado de usar documento de identidade falso em uma procuração. Seu nome também está ligado ao convênio entre a Secretaria de Cultura e a Fundação Boas Novas, que recebeu quase R$ 9 milhões em emendas propostas por ele mesmo.

A reportagem tentou contato com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado Josué Neto (PSD), para comentar sobre a indicação, mas não obteve sucesso.

 

Por Fred Santana EM TEMPO

 

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