Política

Aleam aprova projetos que dão incentivos a empresas de ônibus de Manaus

 Dos 18 deputados presentes na Assembleia, 17 votaram a favor do incentivo, que prevê isenção de IPVA de 2015, além de uma alteração na Lei 4.163/2015 – foto: divulgação

Dos 18 deputados presentes na Assembleia, 17 votaram a favor do incentivo, que prevê isenção de IPVA de 2015, além de uma alteração na Lei 4.163/2015 – foto: divulgação

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, nesta quinta (7), três Projetos de Lei encaminhados pelo governo do Estado, referentes ao subsídio a empresas de transporte coletivo público de Manaus.

Dos 18 deputados presentes na casa, 17 se pronunciaram a favor do incentivo, que prevê isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2015 para as empresas de transporte coletivo, além de uma alteração na Lei 4.163/2015, da Reforma Administrativa do governo estadual.

O único voto contrário veio do deputado José Ricardo (PT).

A votação foi aberta pelo presidente Josué Neto (PSD) com a votação do PL nº 127/2015, que autoriza o governo a conceder subsídio para custeio do serviço de transporte coletivo de Manaus, no valor de R$ 1,3 milhão mensal, a fim de garantir o valor da tarifa de ônibus urbano nos atuais R$ 3, conforme a mensagem do governador José Melo (Pros).

A maioria dos deputados, começando pela deputada Alessandra Campêlo (PCdoB), se posicionou a favor da medida do governo, aprovando ainda uma emenda coletiva propondo a retenção do subsídio em caso de descumprimento de obrigações trabalhistas e de dissídio coletivo de trabalho.

No encaminhamento da matéria, o líder do governo deputado David Almeida (PSD), destacou o acatamento de emenda ao texto original do governo, defendeu a concessão do subsídio e concordou com a exigência de melhorias no sistema de transporte coletivo público.

Mas, o líder discordou da oposição a respeito da colocação de que o governo estaria “botando dinheiro no bolso dos empresários de ônibus de Manaus”, uma vez que o subsídio é para evitar que o trabalhador seja penalizado com novos aumentos na tarifa.

Em seguida foi votado o segundo Projeto de Lei referente aos subsídios para o transporte coletivo, o PL nº 128/2015, que autoriza o governo a conceder isenção do IPVA referente ao ano de 2015, para os veículos do sistema, benefício exclusivo para os veículos credenciados no órgão municipal de gestão do sistema.

No encaminhamento, David Almeida defendeu a aprovação, lembrando a necessidade de fortalecer o sistema diante da necessidade de atendimento a vários segmentos sociais que usam o transporte gratuito ou subsidiado.

Na última votação da pauta, os deputados discutiram e aprovaram o PL nº 129/2015, que trata de alteração na Lei 4.163/2015 da reforma administrativa, transferindo para a estrutura da Casa Civil do governo o Fundo de Promoção Social.

Por proposta do deputado Adjuto Afonso (PP), aprovada pelo plenário, a discussão final e votação única da redação final dos três projetos foi realizada em bloco, tendo em conta que os mesmos já tinham sido amplamente debatidos.

Tramitaram ainda no plenário uma PEC, um Projeto de Lei Complementar, um Projeto de Resolução Legislativa, quatro projetos de lei dos deputados e 47 requerimentos.

O deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD) manifestou votos favoráveis à aprovação de dois Projetos de Lei.

“Prefiro fazer o discurso de defender um subsídio, que já vem de algum tempo, do que discutir o aumento da tarifa do transporte coletivo de Manaus, que significaria retirar direitos legítimos dos estudantes, idosos e deficientes que utilizam esses serviços diariamente”, defendeu Ricardo Nicolau, durante a votação.

“Distante da realidade”

O deputado José Ricardo Wendling (PT) foi o único que votou contra os projetos e lembrou que, mesmo com o esse incentivo, a tarifa já foi reajustada de R$ 2,75 para R$ 3.

“Temos que estar ao lado da população. Tirar dinheiro público para dar às empresas e dizer que é em prol do interesse do povo é um absurdo. Infelizmente, as pessoas aqui na Assembleia estão distantes da realidade daqueles que precisam pegar o ônibus todos os dias, por isso não acham importante à discussão”, desabafou.

Atualmente, as empresas de ônibus da capital amazonense recebem mais de R$ 60 milhões em subsídios estaduais, municipais e federais.

 

Por equipe EM TEMPO Online

 

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