Política

Ainda tentando registro no TSE, partido para deficientes começa a se estruturar no Amazonas

Em defesa de pessoas portadoras de deficiência, partido político quer ser o elo entre a política e a inclusão social e acessibilidade no Brasil- foto: reprodução

Em defesa de pessoas portadoras de deficiência, partido político quer ser o elo entre a política e a inclusão social e acessibilidade no Brasil- foto: reprodução

Candidato a partido político e com processo já aberto junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Partido pela Acessibilidade e Inclusão Social (Pais) começa a se estruturar no Amazonas, conforme a vice-presidente estadual da sigla, Mônica Even. No Estado, segundo a dirigente, já foram coletadas mais de 3 mil assinaturas e instalados quatro diretórios.


Em nível de Brasil, a legenda já alcançou mais de 500 mil assinaturas. Está prevista para a próxima sexta-feira o julgamento do registro da sigla no TSE.

A sigla tem a pretensão de concorrer às eleições municipais deste ano e almeja uma cadeira na Câmara Municipal de Manaus (CMM). No entanto, o partido afirma que não tem interesse de disputar o cargo majoritário. “Não vamos concorrer ao majoritário, isso por não querermos esses políticos que já estão manjados, que já tem um discurso velho, que é populista. Aquela coisa que promete muito e nem sabe se vai poder fazer”, disse.

“O partido está vindo com a paixão pela acessibilidade e inclusão social, onde o deficiente não é ineficiente, ele é capaz. O que existe é uma negligencia muito grande no Brasil e no Amazonas”, disse Mônica. A dirigente conta que receberam a visita do presidente nacional do Pais e eles puderam constatar a falta de estrutura para atender as pessoas com deficiência.

A vice-presidente disse ainda, que o partido visa atender também a acessibilidade e a inclusão de pessoas do interior do Estado. Segundo ela, minimizando as dificuldades na hora de buscar documentação, no momento de ser atendidos nos hospitais e na educação.

Mônica adiantou que o Pais-AM está trabalhando para a formação de 63 diretórios em todo o Estado. “Todos os integrantes do partido são pessoas novas, que não tem uma consolidação formada na política do Estado. Com isso, estamos aprendendo juntos e batalhando para o crescimento do partido”, disse.

De acordo com o presidente do diretório estadual de Minas Gerais, o ativista social José Geraldo de Souza Castro, Zé do Pedal, existe grande possiblidade do partido sair para a disputa eleitoral de 2016 em todo o país. “Os documentos já foram apresentados, e nos deram um prazo para apresentar as assinaturas. Conseguimos mais de 500 mil em todo o país”, disse Zé do Pedal.

Segundo ele, já há 20 Estados com o diretório do Pais. José Geraldo conta que existe uma lacuna muito grande na política no país quando se fala em direito e inclusões. “Nós acreditamos que inclusão não é apenas entregar uma Bolsa Família e não ter o retorno da sociedade. Desejamos que a inclusão social seja uma ferramenta a mais para o crescimento de uma sociedade como um todo”, disse José.

Ele explica que atualmente a sigla não tem um cálculo na quantidade de pessoas que pretendem eleger. O dirigente frisou ainda que o objetivo não é ser uma sigla de aluguel, mas sim conseguir um objetivo maior, que é um país sem corrupção e com maior qualidade na saúde, na educação e melhorias no saneamento básico.

Por Henderson Martins

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir