Economia

Agricultores recebem títulos de produtores orgânicos em Rio Preto da Eva

os produtores da comunidade estão autorizados a comercializar produtos orgânicos não certificados diretamente ao consumidor - foto: divulgação

os produtores da comunidade estão autorizados a comercializar produtos orgânicos não certificados diretamente ao consumidor – foto: divulgação

A Secretaria de Produção Rural (Sepror), Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), entregou 19 títulos de declaração de cadastro de Produtor Orgânico vinculado ao Organismo de Controle Social (OCS) e cadastrados na Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Amazonas (SFA/AM), na comunidade de São Francisco de Assis, do ramal Cachoeira, no município de Rio Preto da Eva.

A ação teve participação do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), e do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa).

De acordo com o superintendente federal de Agricultura no Amazonas (SFA-AM), João Jornada, a partir de agora, os produtores da comunidade estão autorizados a comercializar produtos orgânicos não certificados diretamente ao consumidor. “Todos esses agricultores terão mais acesso ao mercado e isso é um grande avanço para o setor e uma grande realização aos produtores de orgânicos que diariamente enfrentam muitos desafios”, disse.

Segundo o presidente da ADS, Lissandro Breval, o papel da Agência é inserir esses agricultores familiares no mercado. “Esse documento é o que garante o ingresso desses produtores de orgânicos a novas parcerias para a comercialização através de editais ou por meio de nossas quatro Feiras de Produtos Regionais (ASA, Cassam, Cidade Nova e Policia Militar)”, explicou.

Ainda segundo Breval, o consumidor terá mais acesso aos produtos orgânicos. “Teremos mais alimentos saudáveis e que foram produzidos de forma sustentável, fortalecendo a floresta e incentivando a produção e melhorando a economia no interior”, afirmou.
Motivação

O produtor Antonio Brandão de Castro, 60 anos, planta hortaliças e banana e cria frangos orgânicos há quatro anos. Ele destaca a grande alegria de poder ver um futuro melhor para todos da comunidade.

“Foi com muita luta que chegamos até aqui. Poder receber esse documento é uma grande esperança de dias melhores para todos os produtores de orgânicos, pois vendemos apenas em uma feira do município de Rio Preto da Eva e em outra em Manaus e, muitas vezes, perdemos parte de nossa produção. Agora faremos parcerias para vender em outros lugares e para outras pessoas”, concluiu.

O consultor e coordenador da Rede Maniva de Agroecologia, Márcio Menezes, e incentivador de todo esse projeto, explica que essa é a terceira OCS do Estado do Amazonas, e que, segundo dados oficiais da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o segmento deve crescer 35% no país.
“O setor está em crescimento, mas ainda temos muito que evoluir. A Rede tem conseguido unificar forças, por meio de leis especificas para a produção de orgânicos, para conseguirmos crescer ainda mais no Estado do Amazonas. Por isso, parcerias como essas são importantes e a união é necessária para o crescimento da classe, visto que o mundo precisa de alimentação mais saudável e muitas comunidades ainda precisam dessa oportunidade”, falou Márcio Menezes.

Parceria

Participaram do evento o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Superintendência Federal de Agricultura no Amazonas (SFA/AM), Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário (DPDAG), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab/AM), Secretaria de Produção Rural (Sepror), Agencia de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Fundação Vitória Amazônia (FVA), Conselho de Segurança Alimentar (Consea), Museu da Amazônia (MUSA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Rede Maniva de Agroecologia (REMA), e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Com informações da assessoria

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