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Agricultores familiares de Careiro da Várzea intensificam cultivo orgânico de abacaxi

No Careiro da Várzea  estão cultivando abacaxi com o uso de técnicas da agricultura orgânica baseadas em princípios da agroecologia - foto: Divulgação

No Careiro da Várzea estão cultivando abacaxi com o uso de técnicas da agricultura orgânica – foto: Divulgação

Agricultores familiares de Careiro da Várzea (a 25 quilômetros de Manaus)  estão aderindo ao cultivo orgânico do abacaxi. O estilo de produção sustentável está sendo incentivado pelo Governo do Amazonas por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), com o uso de técnicas da agricultura orgânica baseadas em princípios da agroecologia.

De acordo com o extensionista rural e responsável pelo setor de Apoio à Agroecologia e Produção Orgânica do Idam, Mário Ono, o sistema orgânico é totalmente compatível com a forma de produzir no contexto amazônico, principalmente, porque combina a disponibilidade de recursos naturais com as condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da atividade.

Trabalhando há 30 anos com a atividade agrícola, o agricultor Jorge Luiz dos Santos, de 50 anos, da comunidade Peniel do Areal, km 4,5, iniciou o cultivo do abacaxi em sistema orgânico há dois anos. “O apoio técnico do Idam foi fundamental para que eu mudasse as práticas de cultivo do abacaxi. Os técnicos mostraram que é possível produzir o nosso próprio composto orgânico e biofertilizante com materiais naturais e disponíveis na propriedade”, disse Jorge, ao ressaltar que quando passou a utilizar os insumos orgânicos no plantio, logo observou que o fruto era mais bonito, graúdo e limpo, além do sabor adocicado.

Origem orgânica

Atualmente, todas as culturas que o agricultor produz em uma área de 47 hectares, são de origem orgânica. Além do plantio de 70 mil pés de abacaxi, com expectativa de produção de 4 mil frutos/mês, a partir de novembro, seu Jorge ainda conta com os plantios de macaxeira, hortaliças, cupuaçu e banana.

Segundo Jorge, hoje está mais fácil produzir alimentos da agricultura familiar de base orgânica porque temos na propriedade o auxílio de uma trituradora que facilita o preparo do composto orgânico, além do microtrator que facilita o preparo da área para plantio e ajuda no transporte da produção, que antes era carregada em caixas, a uma distância de mil metros.

Para o engenheiro agrônomo do Idam, Carlos André Gavinho, que assiste os agricultores da comunidade Peniel do Areal, a produção orgânica é viável por oferecer um produto mais valorizado no mercado e que exige mão de obra no preparo dos insumos orgânicos. Outra vantagem é a redução das despesas no preparo dos insumos, visto que a maior parte dos materiais de origem animal e vegetal são encontrados na propriedade, além de ser uma atividade totalmente sustentável.

Comercialização

Para que o abacaxi orgânico produzido na comunidade Peniel do Areal tenha mercado garantido, o Idam em parceria com a Rede Maniva de Agroecologia está assessorando os agricultores na criação da Organização de Controle Social (OCS).

Para Mário Ono, é importante reunir com os agricultores para que possam entender esse processo, que é uma exigência da legislação brasileira de agricultura orgânica. “Esse processo vai possibilitar o credenciamento desses agricultores junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com objetivo de conceder autorização para comercialização de produtos com título de orgânico”, explicou.

Segundo Ono, como toda cultura tem a época de safra e entressafra, a produção do seu Jorge, por exemplo, está em formação e a previsão de colheita é para o mês de novembro. A nossa expectativa é que durante esse período o processo de cadastramento já esteja concluído.

Produção orgânica

Na região metropolitana de Manaus existem 116 agricultores familiares em fase de transição do cultivo convencional para o cultivo orgânico. Entre os municípios que estão aderindo ao sistema orgânico de produção estão: Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo, Manaus, Careiro da Várzea, Iranduba e Novo Remanso/Itacoatiara.

Com informações da assessoria

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