Dia a dia

Agente carcerário da Umanizzare é preso no Compaj

Um agente carcerário, que não teve o nome divulgado, foi preso no fim da tarde deste sábado (14) no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no km 8 da BR-174. Segundo uma fonte da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o carcereiro foi preso em flagrante após ser pego passando informações sigilosas sobre o número de policiais que estão fazendo a guarda da unidade prisional .

O preso é funcionário da empresa Umanizzare e estava, segundo a fonte da SSP, “entregando” informações sobre a atuação dos policiais da Força Nacional e também sobre a hora de troca de policiais nas muralhas do Compaj e número de agentes de segurança no local.

O carcereiro foi levado por policiais militares das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) para a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), localizada na Delegacia Geral, no Dom Pedro, zona Centro-Oeste.

“Na apuração dos fatos, o agente repassou informes precisas e sigilosos sobre o quantitativo de agentes e policiais nas guaritas e no portão operacional, o P3. Esse local é estratégico para uma possível rebelião e onde se guarda todo material necessário ao normal funcionamento da penitenciária”, disse o diretor do DRCO, delegado Juan Valério.

Conforme o diretor do DRCO, o preso que recebeu a informação do agente fingiu estar doente para poder ser transferido à enfermaria, onde, de lá, receberia informações do agente penitenciário. Com a volta do interno ao pavilhão, iniciou-se um tumulto nas celas, onde os internos batiam nas grades e ameaçavam queimar colchões. “Rapidamente o tumulto foi cessado com o acionamento do reforço emergencial das forças de segurança”, informou a autoridade policial.

O diretor adjunto do DRCO, delegado Guilherme Torres, explicou que o agente, apesar de ser funcionário contratado de uma empresa privada que presta serviço no Sistema Prisional do Estado, equipara-se a um funcionário público para fins penais, motivo pelo qual o homem foi autuado em flagrante pelo delito praticado contra a administração pública. “Pelo fato de ter uma pena superior a quatro anos, não foi arbitrada fiança e o agente penitenciário ficará à disposição da Justiça. Enviaremos ofício à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para que seja resguardada a integridade física do homem, bem como sua identidade”, pontuou.

No DRCO, o agente penitenciário foi autuado em flagrante por violação de sigilo funcional qualificado por dano à administração pública, previsto no Artigo 325, parágrafo segundo, do Código Penal Brasileiro (CPB). Na tarde deste domingo (15), ele será conduzido ao Fórum Henoch da Silva Reis, onde irá passar por Audiência de Custódia. Em depoimento, o funcionário negou ter dado detalhes da segurança do Compaj, mas testemunhas desmentiram a versão.

A Seap informou que será aberto um processo administrativo na Corregedoria do Sistema Penitenciário. Toda a ação foi acompanhada pelo Comitê Integrado de Crise do Sistema Penitenciário, coordenado pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

A assessoria de imprensa da Umanizzare foi contactada para se posicionar sobre o assunto, mas ainda não emitiu nenhum pronunciamento.

Márcio Azevedo
EM TEMPO

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