Dia a dia

Aeroporto ganha posto avançado de atendimento ao migrante

O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na avenida Santos Dumont, Tarumã, Zona Oeste, ganhou na manhã desta terça-feira (27) um Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante. Como o próprio nome sugere, o objetivo é dar um atendimento mais humanizado ao migrante, combater a exploração sexual e o tráfico de pessoas, principalmente o de mulheres.

“A ideia é criar mais um serviço especializado, um serviço que possa dar as pessoas que vem de outros países, no caso o migrante, as informações corretas para que não fiquem a ermo. Por outro lado, a uma preocupação muito forte nossa e da Infraero com a questão do tráfico de pessoas, sobre tudo de mulheres e também com a questão da exploração sexual”, destacou Melo.

O posto vai funcionar das 8h às 18h, no terraço do aeroporto (área administrativa do prédio), em um trabalho conjunto com a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e Polícia Federal. Este foi o 13º posto destinado ao serviço aberto pelo governo do Amazonas.

Questionado sobre a implantação de um posto humanizado a migrante no Porto de Manaus, Melo comentou que é possível que isso aconteça no futuro. Mas ainda deverá estudar a possibilidade, já que neste momento a crise financeira não permite muitos gastos.

“Infelizmente, a crise não permite que a gente faça voos muito altos. Mas, na medida do possível, a gente vai avançando”, comentou.

A titular da Sejusc, Graça Prola, explicou que o maior trabalho acontece no saguão do aeroporto. Em parceria com a Infraero e Polícia Federal, a Sejusc vai realizar oficinas com policiais federais, servidores do aeroporto e funcionários e proprietários das empresas permissionários. Também serão oferecidas informações sobre os direitos do migrante e de prevenção à exploração sexual ou tráfico.

“É uma luta pela garantia de direitos humanos, com destaque especial para a luta contra o tráfico de pessoas, trabalho escravo, adoção ilegal e exploração sexual. É um trabalho difícil porque é uma ação articulada do crime organizado”, disse.
Por Michelle Freitas e assessoria

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir