Política

Aécio diz que menção em lista da Odebrecht é contribuição de campanha

Ao lado de seu vice, Aloysio Nunes, candidato tucano disse que vai apresentar seu programa na próxima semana – foto: divulgação

Ainda não há conclusão sobre se os pagamentos são ilícitos – foto: reprodução

Citado na lista apreendida pela Polícia Federal no endereço de um dos executivos da Odebrecht, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou na tarde desta quarta-feira (23) não haver nenhum dado novo que vá de encontro ao que já está publicizado em sua prestação de contas e do PSDB.

“Se você leu a lista, nem preciso te responder. É exatamente o número da conta onde esses valores foram depositados. Contribuição de campanha. O que eu vi hoje confirma aquilo que está nas prestações de contas do PSDB”, declarou o senador.

Ele criticou o vazamento da lista, que já foi colocada em sigilo pelo juiz Sérgio Moro, contudo após a divulgação do material. “Não precisava dessa divulgação. Basta apenas olhar as declarações de campanha de todos os candidatos, não apenas no PSDB, como de todos os partidos. É preciso que haja muita serenidade para se diferenciar o joio do trigo”.

O documento foi disponibilizado pela Polícia Federal nos autos de busca e apreensão da Operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato. Os papéis eram públicos até a manhã desta quarta, mas já estão sob sigilo. Na relação da Odebrecht, surgem nomes de ministros de governo, senadores e deputados, todos com foro no STF.

Os investigadores ainda apuram se os repasses constantes nas planilhas apreendidas são de uma contabilidade paralela da empreiteira, alvo da 26ª fase da Lava Jato, na terça (22).

Antes de falar com a imprensa e ser questionado sobre a menção de seu nome nas planilhas da Odebrechet, o senador brincou: “Isso aqui está deixando House of Cards lá atrás, com baixíssima audiência”, em referência à famosa série americana que retrata a política dos Estados Unidos.

O tucano criticou ainda o rótulo de “golpe” que os governistas tentam colar ao impeachment. “Vamos aguardar o amplo direito de defesa com serenidade, mas respeitando as regras democráticas para que na Câmara dos Deputados e, depois, no Senado, ela possa se defender. A voz da maioria é que deve prevalecer. O Brasil não está prestes a sofrer um golpe. Na verdade, o Brasil está mais uma vez cumprindo a Constituição”.

 

Por Folhapress

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