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Advogada contesta laudo do ‘caso Deusiane’ e diz que vai representar junto ao CNMP alegando fraude processual

A advogada afirma que houve trocas de armas durante o processo pericial - foto: divulgação

A advogada afirma que houve trocas de armas durante o processo pericial – foto: divulgação

A advogada de defesa do ‘caso Deusiane’, Martha Gonzales, contestou o laudo pericial sobre a morte da soldado, ocorrida em abril dentro de uma unidade do Batalhão Ambiental do Amazonas, e disse que vai entrar com uma representação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público alegando fraude processual.


O documento foi apresentado nesta quinta-feira (3) à Diretoria de Justiça e Cidadania da Polícia Militar do Amazonas (DJC/PMAM) pelo Departamento de Polícia-Técnico Científica (DPTC), e afirmava faltarem “elementos de convicção técnico-científica para validar a hipótese homicídio”, levantada pela família de Deusiane da Silva Pinheiro.

A advogada afirma que houve trocas de armas durante o processo pericial. “A Polícia Militar encaminhou para perícia uma arma que não pertencia à Deusiane. Ficou comprovado que a arma que matou Deusiane foi a 51035. Mas de acordo com o livro de carga do Batalhão Ambiental, a arma de Deusiane naquele dia era a 1005. Se Deusiane estivesse armada, ela estaria com a 1005 e não com a 51035”, disse.

Marta explicou com detalhes os argumentos sobre a troca de armas. “Acontece que o cano da arma 51035, usada no crime, foi encontrado na arma que pertencia ao cabo Elson (suspeito de tê-la matado), que tem numeração 71893. Houve troca das armas a serem periciadas. Eles (Polícia Militar) mandaram periciar outra arma como se fosse dela,” afirmou.

Martha Gonzales informou ainda que já tomou providencias e encaminhou uma representação sobre o caso ao Conselho Nacional do Ministério Público, apontando que houve fraude processual no laudo e irá aguardar a decisão do Juiz.

“Então, como ninguém tomou providencias aqui, foi feito uma representação ao Dr. Rodrigo Janot, procurador geral da republica e presidente do CNMP. Representação esta encaminhada pelo senador Lindember Farias, senadora Lidia da Mata e senadora Wanessa Graziotin”, concluiu.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), mas não obteve respostas.

A soldado Deusiane da Silva Pinheiro foi encontrada morta com um tiro, no dia 1º de abril deste ano, no interior de uma embarcação fluvial do Batalhão Ambiental da PM, localizada no Tarumã, Zona Oeste, onde ela trabalhava. Na época, o principal suspeito investigado foi o cabo Elson, com quem já tinha tido um relacionamento.

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