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Adiada reintegração de posse prevista para hoje na invasão Cidade das Luzes, Tarumã

Mais de 5 mil famílias moram atualmente na comunidade – foto: Márcio Melo

Mais de 5 mil famílias moram atualmente na comunidade – foto: Márcio Melo

Esperada para ocorrer nesta quinta-feira (10), uma nova tentativa de reintegração de posse no terreno que abriga a comunidade Cidade das Luzes foi adiada por volta de 21h de ontem.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, a medida de adiamento foi um consenso entre os órgãos que estavam atuando na ação, pois não haveria todos os meios necessários para o sucesso da mesma. Ainda não há uma nova data para a ação.

A primeira tentativa de retirada das mais de 5 mil famílias do terreno ocorreu no último dia 24 de novembro e acarretou em diversos prejuízos, segundo informou o secretário. Na ocasião, a ação mobilizou, aproximadamente, 700 homens, além de helicópteros e viaturas. Mas, a ação foi frustrada por uma determinação da Justiça.

Na manhã de ontem, a Defensoria Pública do Estado entrou com uma correição parcial na corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) alegando haver tumulto processual na ação da reintegração de posse.

“Existem três mandados para uma mesma ação. Todos expedidos pelo juiz da Vara de Meio Ambiente, Adalberto Carim. O que demonstra existir uma confusão nos processos”, explicou o defensor público Carlos Alberto de Almeida. No fim da tarde, o tribunal negou o pedido de correição do defensor.

Outro pedido de suspensão da liminar, que impede a reintegração de posse do terreno, também foi encaminhado para análise da presidente do tribunal, mas ainda não havia sido julgado pela magistrada até a noite de ontem. “Fizemos várias petições e apelamos para todas as esferas, mas não recebemos resposta de ninguém. Porém, não desistimos”, destacou o defensor.

Apoio da arquidiocese

Ontem, o arcebispo metropolitano de Manaus, dom Sérgio Castriani, se reuniu, com os moradores do local, no ramal da Anaconda, bairro Tarumã, Zona Oeste, e se disse contra a reintegração.

O arcebispo fez uma celebração na invasão e declarou apoio a mais de cinco mil famílias, o religioso afirmou que a Igreja Católica continuará apoiando a Defensoria Pública do Estado (DPE) nas ações para tentar resguardar o direito dos moradores.

“Aqui têm pessoas trabalhadoras, que querem um lugar para morar. Acredito que a lei tem que ser cumprida sim, mas que seja de forma correta, levando em conta os direitos humanos das pessoas. Mais de 5 mil famílias moram nessa comunidade, nem todos são bandidos como a polícia divulga”, disse.

Por Isabella Siqueira

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