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Adiada para agosto audiência sobre caso de bebê jogado no rio Negro

Marcada para acontecer na manhã desta quarta-feira (11), no Fórum Henoch Reis, a audiência de instrução sobre o caso do bebê Pablo Pietro, supostamente jogado pelo pai nas águas do rio Negro no ano passado, foi transferida pelo Tribunal de Justiça do Amazonas para o dia 24 de agosto.

A juíza Mirza Telma, responsável pelo caso, aguarda resposta de um pedido feito a Procuradoria Geral de Justiça do Amazonas, dia 5 de abril, para inclusão da mãe do menino como denunciada e não como vítima do crime.

A magistrada não forneceu detalhes sobre o pedido, uma vez que o processo corre em segredo de Justiça, mas como não houve tempo hábil para a referida manifestação, ela optou por suspender a audiência. O réu chegou a comparecer ao tribunal, assim como outra testemunha, mas foram dispensados.

Relembre o caso
O menino Pablo Pietro foi jogado no rio Negro no dia 14 de agosto de 2015, após uma discussão entre seus pais, o canoeiro Josias da Silva e a dona de casa Cleudes Maria Batista de Moraes. À época a criança só tinha quatro meses.

Segundo a polícia, Josias foi quem teria jogado o menino, por se recusar a pagar pensão alimentícia. Ele foi preso após se entregar e confessar o crime, no dia 21 de agosto, enquanto a mãe foi ouvida e liberada. Porém Josias também foi solto no dia 4 abril, após, por diversas vezes, também ter acusado a Cleudes pelo crime.

O corpo do menino nunca foi encontrado, embora o Corpo de Bombeiros tenha feito várias buscas por dias seguidos.

Presa por tráfico
Cleudes Maria Moraes foi presa na última sexta-feira (6), em Manacapuru, por envolvimento com o tráfico de drogas, mas a Justiça informou que o fato não deve influenciar no processo já instaurado, onde já consta que a mãe de Pablo Pietro é usuária de drogas.

Por equipe EM TEMPO Online

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