Dia a dia

Acusada de estuprar menina, babá pode voltar à cadeia

Baba-Arthur-Castro

Sob a alegação de que estaria grávida, Lidiane foi beneficiada com a prisão domiciliar, entretanto, acusada não é monitorada por tornozeleira – foto: Arthur Castro

A família da menina de 7 anos estuprada pela babá Lidiane Barbosa da Silva, 21, pediu novamente ao Ministério Público do Estado (MPE-AM), a prisão da acusada. A babá foi vista ao menos duas vezes circulando na área externa da escola da criança. A assistente do Ministério Público no caso, Denise Macedo destacou que a presença da acusada em locais frequentadas pela menina, representa ameaça à integridade física da vítima. Lidiane ganhou o direito de responder ao processo em prisão domiciliar, por estar grávida. Apesar de ter sido colocada em liberdade condicional, a babá não está usando tornozeleira eletrônica, ficando desta forma sem monitoramento.

Durante a terceira audiência de instrução do caso, realizado ontem (1º), no fórum Henoch Reis, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, que iria decidir se Lidiane voltaria ou não ao regime fechado, a assistente do MPE no caso informou que nas últimas semanas, o porteiro da escola na qual a criança está matriculada, flagrou a acusada circulando ao redor da instituição por diversas vezes.

Após receber a informação, a família imediatamente acionou o MPE para que fosse revisto o processo que permitiu o regime domiciliar a Lidiane. Denise informou que o Ministério Público acatou o pedido de suspender a prisão domiciliar e encaminhou para a juíza Patrícia Chacon o documento para avaliação.

“Eu pedi a suspensão da prisão domiciliar porque o porteiro já viu ela circulando ao redor do colégio da criança várias vezes. Como ela está sem monitoramento, não sei porque esse privilégio, a Justiça não está sabendo o que ela faz ou não. Já que ela está boazinha de saúde, pode muito bem voltar a cumprir o regime fechado. Com que intenção ela está indo à escola, para quê? Alguma coisa ela está tramando. Isso é uma ameaça à menina. Hoje (ontem), a juíza decidirá se acatará o pedido do Ministério Público de suspender a prisão domiciliar”, informou a advogada.

Durante a audiência, Lidiane negou as acusações, e em nenhum momento demonstrou arrependimento sobre o caso, denunciado pela vítima à família, no início deste ano.

Crime

Sob a justificativa de que abusou da garota, por ter sido vítima de violência sexual aos 12 anos, Lidiane foi presa no dia 2 de março, no momento em que saía de um culto em uma igreja evangélica, na rua Cupiara, bairro Hileia, Zona Oeste. Em depoimento à polícia, a criança contou, em detalhes, que a babá a forçava a praticar atos libidinosos na suspeita, e, logo em seguida, Lidiane praticava atos sexuais na menina. Um exame de conjunção carnal confirmou que o hímen da menina foi rompido, e que a babá enfiava dedos e objetos na garota. Um exame também comprovou que a garota havia contraído uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).

Por Gerson Freitas

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