Economia

Ações da Renault despencam após investigação sobre fraude em emissões

Às 10h48, os papéis da Renault tinham queda de 17,45% na Bolsa de Paris- foto: divulgação

Às 10h48, os papéis da Renault tinham queda de 17,45% na Bolsa de Paris- foto: divulgação

As ações da montadora francesa Renault caíram ao menor patamar em 17 anos nesta quinta-feira (14) afetadas por investigação de fraude em emissões poluentes parecida com a que envolve a Volkswagen.

Às 10h48, os papéis da Renault tinham queda de 17,45% na Bolsa de Paris, para 71,54 euros. As ações chegaram a despencar 23%, na maior desvalorização desde 4 de janeiro de 1999, perdendo 5,8 bilhões de euros em valor de mercado.

Investigadores teriam confiscado no último dia 7 computadores em quatro prédios da companhia, incluindo a sede, localizada em Boulogne-Billancourt.

Fiscais do escritório de fraude do Ministério da Economia francês estiveram nos locais que realizam testes padrões e emitem certificações, de acordo com informações de uma pessoa ligada ao sindicato da Renault.

As autoridades francesas que apuram o escândalo da Volkswagen na Europa estenderam a investigação para várias montadoras, incluindo a Renault e a Peugeot.

A fiscalização sobre as montadoras se intensificou a partir de setembro do ano passado, quando veio à tona que a Volkswagen teria utilizado dispositivo para fraudar os resultados dos controles de dados de emissões em milhões de veículos em todo o mundo, em várias marcas de seus automóveis, entre 2009 e 2015.

No último dia 8, dois procuradores dos Estados Unidos afirmaram que a Volkswagen não cooperou com os estados dos Estados Unidos nas investigações sobre a tecnologia usada para adulterar a quantidade de gases poluentes emitidos por seus veículos a diesel.

O governo dos EUA entrou, no dia 4, com uma ação civil contra o Grupo Volkswagen com a alegação que a montadora violou as normas de ar limpo (Clean Air Act) do país, instalando dispositivos ilegais que maquiaram as emissões de 600 mil veículos.

As penalidades civis no processo, aberto pelo Departamento de Justiça em nome da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) e apresentado ao tribunal distrital de Detroit, podem custar mais de US$ 20 bilhões à multinacional alemã, segundo a ação.

Por Folhapress

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