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Acervo pessoal de poeta amazonense é exposto no Paço da Liberdade

Thiago de Mello doou obras que ganhou de  artistas latinos - foto: Ione Moreno

Thiago de Mello doou obras que ganhou de artistas latinos – foto: Ione Moreno

Os versos do poeta Thiago de Mello há muitos anos contam a história do amazonense de Barreirinha que lutou contra a ditadura, que foi exilado, que esteve frente a frente com um pelotão de fuzilamento, que fala de amor, de vida, de amizade, de sonhos, do ribeirão, do amazônida, da Amazônia, da mata e dos mistérios da floresta e, a partir de agora, sua vivência poderá ser contemplada também através de telas.

Preciosidades que antes compunham o acervo pessoal do poeta amazonense Thiago de Mello foram compartilhadas com a abertura da Exposição “Memorial Thiago de Mello”, no Paço Municipal, no Centro Histórico, na manhã de ontem.

As 30 obras presenteadas por 26 artistas latinos e dois europeus ao poeta amazonense foram doadas à prefeitura de Manaus e agora fazem parte da exposição que fica por tempo indeterminado no salão do Paço.

O surrealismo do catalão Miró, o traçado firme do amazonense Hahnemann Bacelar, a xilogravura do chileno Santos Chavez, o colorido sombrio do nicaraguense Laureano Gomes, o céu manauara faiscante da artista amazonense Bernadete Andrade e o galope selvagem dos garanhões da índia Yanomami Carmézia são apenas algumas das obras doadas pelo poeta.

“Aqui está representado o esforço pela integração cultural da América Latina, através da arte. Cada qual faz o que deve fazer, o que sua consciência manda e o que a sua inteligência do seu coração manda, porque o coração também é inteligente”, disse Thiago de Mello que foi presenteado com as criações durante exílio nos países vizinhos, pelos amigos artistas.

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Um busto de bronze assinado pelo paulista Bruno Giorgi recepciona os visitantes da exposição – foto: Ione Moreno

Além das obras, um painel com a biografia de Thiago de Melo, escrita por Zé Maria Pinto e um busto de bronze, assinado pelo paulista Bruno Giorgi, recepcionam os visitantes da exposição.

“Aqui esta integração da cultura da América Latina, está representado o que é um dom da entrega, o dom da amizade que são as belas formas de amor. Então acho que não é muito feliz a noção de agradecimento pela doação, porque a doação é um gesto de amor e amor ninguém agradece. A gente planta o amor no peito e o amor floresce”, afirmou.

Durante a cerimônia de inauguração da exposição, também foi apresentada uma entrevista feita com o poeta por Oscar Ramos. “Amazônida, diálogos com Oscar Ramos” é o nome do projeto da Manauscult, em que Ramos irá lançar uma série de entrevistas com vários artistas de Manaus.

O memorial ficará em exposição até os Jogos Olímpicos em agosto de 2016.

Por Ive Rylo

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