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Ação policial com 200 feridos no Paraná foi bem-sucedida, diz promotor

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Para o promotor, os policiais agiram de acordo com o que permitiram as circunstâncias da multidão agitada – foto: divulgação

O promotor Misael Duarte Pimenta Neto, da Vara da Auditoria Militar em Curitiba, chamou de ação “concluída exitosamente” e elogiou a atuação dos policiais militares durante uma manifestação contra o governador Beto Richa (PSDB) que deixou cerca de 200 feridos no dia 29 de abril do ano passado, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná.

Pimenta Neto pediu o arquivamento do inquérito que investigava lesão corporal praticada por PMs no dia do confronto, que foi chamado de “Batalha do Centro Cívico” pelo Ministério Público Estadual, na época -Centro Cívico é o bairro onde se situa a Assembleia.

Já a força-tarefa da Promotoria que também investiga o episódio e tem ação contra Richa vê precipitação no pedido de arquivamento. O grupo quer enviar, ao promotor e ao juiz que analisará o pedido, provas adicionais do que classifica de excesso praticado pelos PMs.

No dia 29 de abril do ano passado, um protesto contra a mudança na previdência dos servidores terminou com ao menos 200 feridos. Policiais dispararam centenas de bombas de gás, além de balas de borracha. Vítimas com sangue no rosto e no corpo correram para o prédio da prefeitura, que serviu de pronto-socorro improvisado. Participaram da ação 1.600 policiais.

‘Massa de intransigentes’

Em seu pedido de arquivamento, Pimenta Neto afirma que o trabalho da PM, mesmo com o “reduzido recurso humano” diante dos “ânimos de turbação da grande massa de intransigentes”, que é como ele designa os manifestantes, “foi concluída exitosamente”.

Para o promotor, os policiais agiram de acordo com o que permitiram as circunstâncias da multidão agitada.

Em outro trecho, o promotor diz que os líderes do protesto agiram de modo típico “genuinamente de facções radicais e regimes político-ideológicos sectários e corruptos, nos quais nada se resolve solidária, democrática e pacificamente, se não satisfizer os interesses dos indivíduos”.

Em relação aos feridos, que o promotor contabiliza 217 pessoas, incluindo PMs, ele afirma, no documento, que “naturalmente, muitas pessoas sofreram lesões corporais, mas o contexto como tudo isso foi gerado não representou abuso de autoridade, uma vez que havia ordens a serem cumpridas e a missão incumbida, até uma contraordem, deveria ser observada”.

A reportagem tentou ouvir o promotor, mas a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual disse que ele só se pronunciaria pelo documento.

A Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná (OAB-PR) vai solicitar uma cópia do parecer do promotor para só então se manifestar sobre o pedido de arquivamento. No dia da ação policial, a entidade manifestou, em nota, repúdio ao uso de violência. “A Polícia Militar deve agir para garantir a integridade da população, não para executar o massacre que se presencia no momento”.

Na mesma nota, a OAB apelava, diante do grande número de feridos, que o Ministério Público fizesse “a imediata apuração das responsabilidades sobre esses lamentáveis episódios”.

Outras ações

Apesar do pedido de arquivamento por lesão corporal, os policiais ainda são investigados por outros crimes, entre eles abuso de autoridade, explosão de artefato e utilização de gás asfixiante.

Por responder pela polícia paranaense, o governador Beto Richa também é investigado por estes crimes, assim como o ex-secretário de Segurança Pública Fernando Francischini, o ex-comandante-geral da PM Cesar Kogut e mais três comandantes da PM. Como o governador tem foro privilegiado, a investigação está sendo conduzida pela Procuradoria-Geral da República.

Além da esfera criminal, a Promotoria move uma ação de improbidade administrativa contra Richa e os outros cinco servidores. O processo apura omissão do governo na contenção da ação, que foi considerada excessiva pelas centenas de bombas de gás e balas de borracha disparadas e pelo grande número de policiais destacados.

Por Folhapress

6 Comments

6 Comments

  1. Guilherme

    16 de fevereiro de 2016 at 14:24

    A verdade é que foi dada uma proporção muito maior a esse caso por simplesmente as pessoas envolvidas no tumulto serem professores. Em todo ato contra PMs pessoas saem feridas, inclusive os próprios policiais. Certo é, a polícia tinha uma ordem que era proibir a entrada de manifestantes no prédio público. Os manifestantes forçaram a entrada, o que deveria ser feito? Aqueles que se machucaram por uso da força da PM é pq usaram da força tbm. Só não enxerga que n quer ver.

  2. Lucas

    16 de fevereiro de 2016 at 11:26

    A pessoa do judiciário deve ter escutado todos os lados e chegado a uma conclusão e com certeza viu que não se passou de uma guerra politiqueira.

  3. Bruno

    16 de fevereiro de 2016 at 11:25

    Isso foi uma grande armação p cima do governador, a maioria das pessoas que estavam no Centro Cívico eram infiltrados ada oposição e foi ai que começou a baderna. Tudo com objetivo de atrapalhar o governador.

  4. Amanda Trindade

    16 de fevereiro de 2016 at 06:52

    Quem esta dizendo isso uma pessoa do jurídico que analisou tudo que era possivel e garanto que percebeu que não passou de uma armação.

  5. Jaime Joaquim

    16 de fevereiro de 2016 at 06:50

    Concordo com ele, o brasileiro tem que aprende a se portar, quer lutar pelos seus direitos lute, mas sem desordem, faça com dignidade sem baderna.

  6. Jaqueline Oliveira

    16 de fevereiro de 2016 at 06:44

    Olha eu já sabia desdo começo que isso não passava de uma articulação dos partidecos que dependem de caos para crescer, mas agora não resta duvidas que contenteza foi uma armação.

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