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Ação da PF contra Lula divide líderes do AM

 A senadora disse que lamentou muito que operação tenha chegado a essa proporção - foto: divulgação

A senadora disse que lamentou muito que operação tenha chegado a essa proporção – foto: divulgação

A ação da PF, que levou o ex-presidente Lula para depor na operação Lava Jato, dividiu líderes da oposição no Amazonas. PSDB e DEM apoiaram a ação da PF, mas enquanto os democratas consideraram que o episódio representa uma “vergonha nacional” e uma “ferida de morte política no PT”, como definiu o deputado federal Pauderney Avelino (DEM), os tucanos avaliaram que as instituições vão se manter firmes, que a República não vai estremecer se cair a presidente, ou até o deputado da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB).

O fato histórico na política brasileira causou reações cautelosas e outras mais incisivas entre parlamentares do Estado. Pauderney disse que a condução coercitiva de Lula é  grave e vergonhoso para o país. “As instituições da República estão funcionando e a Polícia Federal e o Ministério Público têm que ter serenidade e observar o que está acontecendo. O Brasil não aguenta mais essa lama que está vindo à tona”, disse o deputado.

Pauderney acredita que as declarações do ex-líder do governo Dilma, senador Delcídio Amaral, vão reacender o processo de impeachment da presidente e causar repercussão em todo o país. “O PT foi ferido de morte. O partido que pregava a moralidade agora está envolvido em corrupção e escândalos. Acredito que essas revelações do Delcídio Amaral que era líder do PT no Senado, vão acelerar o pedido de impeachment”, disse.

Já o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), não quis se pronunciar sobre o caso. Em nota, ele disse que no momento não pretende se pronunciar sobre o assunto e que deve abordar a questão em uma outra ocasião mais adequada.

O presidente da regional do PT e da CUT-AM, Valdemir Santana, criticou a ação da Lava Jato. “Ele (Lula) foi dar um depoimento. O Ministério Público Federal poderia ter convocado sem fazer essa repercussão toda na mídia para acompanhar uma diligência. O MP virou um partido político”, criticou.

Santana não poupou a oposição e disse que isso é um “golpe” para tentar denegrir a imagem do ex-presidente, considerado por ele como uma das maiores lideranças políticas no Brasil. Ele disse que não acredita que a repercussão das declarações do ex-líder do PT, senador Delcídio Amaral, vai abalar a imagem do partido nas próximas eleições municipais.

“Isso é um golpe da oposição. Não acredito que vai afetar o PT nas eleições municipais. Não é verdade que o PT está em decadência. No último censo foi confirmada a filiação de mais de 100 mil pessoas. Eles estão tentando destruir o Lula que é nosso maior líder com essa calúnia”, afirmou Valdemir.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que acompanhou de perto o depoimento de Lula, na sede da PF, no Aeroporto de Congonhas (SP), disse que lamentou muito que operação tenha chegado a essa proporção. “Essa situação de prisão do ex-presidente já estaria sendo anunciada há muito tempo. Isso, por que o objetivo da operação sempre foi chegar em Luiz Inácio”, disse.

Conforme Vanessa, o episódio de ontem, vai deixar claro para a população brasileira a parcialidade da operação Lava Jato e o objeto principal, que seria destruir a figura do ex-presidente. “Além de destruir todo um projeto de uma nação que se contrapõe aquela velha política que vinha sendo aplicada”, acrescentou.

Ao ser indagada se a ação contra Lula pode agravar o processo de impeachment, Vanessa afirmou que o principal objetivo dessa operação sempre foi arrancar Dilma do poder. Bastante irritada com a situação, a senadora questionou o motivo da PF não ter feito uma operação semelhante para prender também o ex-presidente Fernando Henrique (PSDB).

“A grande corrupção no Brasil está expressa em um apartamento numa praia, e a situação do ex-presidente Fernando Henrique, onde uma empresa passou mais de duas décadas sendo beneficiado nos aeroportos no Brasil”, disse a senadora.

Por Augusto Costa e Henderson Martins

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