Dia a dia

Ação civil na ‘Cidade das Luzes’ pode ser novamente suspensa, diz Defensoria Pública

O ... vai buscar o poder judiciário para que a ação civil, marcada para esta quinta-feira (10), seja novamente suspensa por contatar irregularidades no processo - foto: Marcio Melo

Mais de 5 mil famílias residem no local – foto: Marcio Melo

Marcada para ocorrer na próxima quinta-feira (10), a ação civil na invasão ‘Cidade das Luzes’, localizada na Zona Oeste, pode ser suspensa novamente, segundo afirmou o defensor público Carlos Almeida Filho, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (8), no auditório da sede da Defensoria Pública, no Centro de Manaus.

A primeira paralisação da retirada das mais de 5 mil famílias do terreno no último dia 24 de novembro acarretou em diversos prejuízos, segundo informou o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes. Na ocasião, a ação mobilizou aproximadamente 700 homens da segurança pública, além de helicópteros e viaturas.

“Esperamos que a retirada seja suspensa. Nosso papel [enquanto defensoria] não é incentivar a resistência. Se tem resistência, a informação que vai para o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) é que não vai ter conflito. Para que um investimento tão grande? A questão é essa. A ação foi atropelando uma pressa desnecessária e aconteceu o que aconteceu”, rebateu o defensor público.

Conforme o defensor, o órgão vai buscar o poder judiciário para que a ação civil, marcada para esta quinta-feira (10), seja novamente interrompida  por constatar irregularidades no processo. O documento está em trâmite na Vara do Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa).

Estiveram presentes na coletiva vereadores da oposição como Waldemir José, Professor Bibiano, além do deputado estadual José Ricardo, ambos do partido dos trabalhadores (PT), assim como membros da Cárita Arquidiocesana de Manaus.

Também presente no encontro, o morador e representante da localidade, Maurício Mendonça, informou que diversos moradores estão amedrontados com a ação marcada para quinta-feira (10).

“Precisamos de uma solução prática. Realmente existem algumas irregularidades no processo e assim, esperamos que a defensoria pública consiga reverter realmente esse quadro e traga realmente a solução de moradia para todos que estão lá. A Cidade das Luzes está em estado de choque porque realmente essas pessoas não têm para onde ir e hoje temos em média 5 mil famílias”, revelou.

O EM TEMPO tentou conversar com o secretário de segurança pública, Sérgio Fontes, para saber mais detalhes sobre o andamento da ação civil pública, mas até o momento desta postagem, as ligações não foram atendidas.

Por Luiz Henrique

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