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Acampado em praça no Centro de Manaus, grupo reivindica moradias

Os manifestantes estão acompandos no locla desde as 16h de ontem e só prededem sair apos falarem com o prefeito - fotos: Gerson Freitas e divulgação

Os manifestantes estão acampados no local desde as 16h de ontem e só pretendem sair após falarem com o prefeito – fotos: Gerson Freitas e divulgação

Aproximadamente cem pessoas que fazem parte do ‘Movimento de Luta Popular’ estão acampadas, desde a noite desta quinta-feira (22), na praça Dom Pedro 2, no Centro de Manaus. O grupo reivindica a construção de moradias populares que teriam sido prometidas pela prefeitura de Manaus.

Conforme o presidente do movimento, Júlio Ferraz, em 2014, a prefeitura assinou um acordo com o grupo afirmando que, em 2016, as moradias populares seriam entregues, porém, há duas semanas, quando buscaram saber como estava o processo para entrega dos imóveis, foram informados que o contrato havia sido desfeito, por isso resolveram fazer o protesto.

“Estamos acampados aqui desde das 16h de ontem, para chamar a atenção do prefeito em relação ao acordo que ele fez com a gente. Só queremos o que nos foi prometidos e até o presente momento não foi cumprido, queremos moradia digna para essas pessoas”, disse o presidente do movimento.

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O grupo pretende ficar no local até ter uma reposta positiva do prefeito de Manaus, Arthur Neto. Fazem parte do movimento mulheres e crianças. Os manifestantes colocaram várias faixas em torno da praça.

Outra integrante do movimento, a idosa a Alice Macedo, 60, disse que precisa da moradia urgente, pois foi despejada do local onde morava, devido não ter o dinheiro para pagar o aluguel.

“Meu marido é deficiente e o dinheiro dele dá mal para comprar os medicamentos, fui despejada porque não tinha o dinheiro para pagar o aluguel, precisamos dessas moradias o quanto antes, porque tem crianças dormindo no chão, fazendo necessidades fisiológicas em locais impróprios”, falou a idosa.

Em maio deste ano, o mesmo grupo realizou uma manifestação também na praça do Dom Pedro 2, reivindicando a entregas das mesmas moradias.

Na época, Júlio ferraz falou que uma parte dos desabrigados é cadastrada na Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) e a outra parte estava sendo auxiliada pela prefeitura.

Em nota, a Secretaria Municipal de Habitação e Cidadania (SMHC), informou que o grupo entrou com pedido de 200 nomes para serem contemplados no projeto Manauara 1, porém nenhum dos nomes obteve sucesso no pedido pelo fato de não atenderem o perfil de contemplado determinado pelo Ministério das Cidades.

Por Mara Magalhães

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