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Dia a dia

Abuso de flanelinha no Centro de Manaus gera revolta em rede social

Projeto de lei que limita atividade dos flanelinhas tramita desde 2014 na CMM – foto: Márcio Melo

Uma engenheira de segurança do trabalho, de 38 anos, publicou um desabafo nas redes sociais, na manhã desta quinta-feira (22), após presenciar uma ameaça recebida por uma mulher ao estacionar o carro em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na avenida Ferreira Pena, Centro, Zona Sul de Manaus, feita por um flanelinha que atua no local.

De acordo com a testemunha, ela passava em frente ao Tribunal quando ouviu o guardador de carros falar que a motorista não esquecesse da contribuição para ele. Ao ouvir da dona do veículo que não tinha dinheiro e o pagaria em uma próxima ocasião, o homem elevou o tom de voz, ofendendo e ameaçando quebrar o carro da mulher.

“P***, vai me dar cano de novo sua é*** v***. Quando eu ver teu carro aqui de novo vou quebrar ele todinho, sua caloteira”, foram algumas das palavras proferidas pelo “profissional”, que ainda disse não se importar de ser preso por isso.

Desabafo foi publicado em rede social – Reprodução

Segundo a engenheira, o abuso relatado não foi o primeiro que ela presenciou. “Conheço pessoas que tiveram o carro arranhado por um flanelinha na avenida Eduardo Ribeiro”. A revolta com a situação fez com que a denunciante ironizasse um argumento comum ligado à violência e desigualdades sociais.

“Na ‘conversa’ acima notamos que uma das partes é, nitidamente, vítima de uma sociedade opressora”, escreveu.

Projeto de lei pode acabar com atividade

Um Projeto de Lei, número 191/2014, de autoria do ex-vereador Ednailson Rozenha, tramita desde 2014 na Câmara Municipal de Manaus e propõe alterações na Lei 094/2003, que regula atuação dos flanelinhas em Manaus.

Entre as mudanças propostas, está a proibição da atividade em espaços públicos. Os trabalhadores só poderiam atuar em áreas privadas, com o consentimento do proprietário do local. O Projeto também pede a inclusão de uma alínea no parágrafo 14, prevendo punição em situações onde os flanelinhas “submeterem o usuário à sensação de insegurança”.

Raphael Sampaio
EM TEMPO

4 Comments

4 Comments

  1. amanda

    23 de junho de 2017 at 13:12

    E o isso acontece com frequência, ja aconteceu comigo. Dei uma contribuição simbólica para um flanelinha ao lado da igreja São Sebastião e ele me falou que não precisava de esmola não. Bateu no carro, eu saí porém o sinal fechou e ele veio atrás para tirar satisfação! Um absurdo!

  2. [email protected]

    23 de junho de 2017 at 00:32

    Já aconteceu comigo também, próximo ao Teatro Amazonas num evento no Lago São Sebastião. Os flanelinhas a ameaçaram de assaltar da próxima vez que estaciona-se ali, queriam 5,00 de estacionamento na via publica e só dei 1,00.

  3. Edilson Medeiros

    22 de junho de 2017 at 20:31

    Nao precisa de projeto pra isdo. Não pode haver cobrança em espaço público. A isso da-se o nome de extorsão. O problema é que ninguém toma providência pra coibir esse tipo de crime. E nós nos tornamos reféns desses pseudos donos do espaço publico.

  4. Zorro

    22 de junho de 2017 at 19:26

    Na frente da Semef, na Rua Japurá, os flanelinhas simplesmente guardam as vagas com cones. Absurdo

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