Economia

Abertura de empresas registra baixa no Amazonas

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Segundo dados do Sebrae-AM, muitos trabalhadores usam recursos, como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e indenizações, para aplicarem em algum negócio – foto: Márcio Melo

Com 9.214 novas empresas, o Amazonas fechou o primeiro semestre deste ano com recuo de 3,4% no volume de criação de novos empreendimentos no comparativo com o mesmo período de 2015, de acordo com dados do Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas.

O resultado veio na contramão do cenário nacional, cuja média teve alta de 3%, com 1.020.740 novos empreendimentos, e desta forma bateu recorde da série histórica, criada em 2010. Conforme o indicador, no ranking das variações acumuladas na comparação interanual entre o primeiro semestre de 2016 e de 2015, o Amazonas ficou 19º entre os Estados brasileiros.

Entre as unidades da federação com resultado negativo, o Estado foi o décimo pior resultado negativo. Já no ranking de participação sobre o volume de novos empreendimentos no primeiro semestre, o Amazonas ficou em 20º com 0,9 pontos percentuais.

O resultado do indicador é menor do que os dados oferecidos de nascimento de empresas oferecidos pelos órgãos do Estados que, juntos, somam mais de 10 mil. A Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea) registrou 2.456 empresas constituídas de janeiro a junho de 2015, classificadas como empresários, Sociedades Limitadas (Ltda.), Sociedade Anônima (S.A.) e cooperativas. No mesmo período, a Jucea registrou a extinção de 2.996.

Já o Serviço Brasileiro de Apoio de Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM) contabilizou 7.627 novas empresas entre micros, pequenas e microempreendedores individuais (MEIs). De acordo com o analista técnico da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae-AM, as MEIs são as principais responsáveis pelo volume de novas empresas no Amazonas, que fechou 2015 com 53.595 novas MEIs e alcançou 58.303 até 31 de julho de 2016.

Segundo dados do Sebrae-AM, em função do número de trabalhadores desligados de empresas no primeiro semestre, muitos deles usaram recursos, como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e indenizações, para aplicarem em algum negócio.

Luan contou que a procura pela formalização de empresas no Sebrae-AM é muito alta e, pelo menos 70% são para criação de MEIs.

Por Emerson Quaresma

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