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Aberto prazo para alegações finais no caso da turista inglesa que morreu em acidente no Negro

Turista inglesa Gillian Metcalf morreu durante acidente de lancha em Manaus - foto: divulgação

Turista inglesa Gillian Metcalf morreu durante acidente de lancha em Manaus – foto: divulgação

Dois anos após a morte da turista inglesa Gillian Metcalf, 50, em acidente no mês de setembro de 2013, envolvendo duas lanchas no rio Negro, foi aberto nesta segunda-feira (3) o prazo para as alegações no processo. A audiência de instrução foi realizada no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM). O caso será analisado pelo juiz Henrique Veiga Lima. 

Durante a audiência de instrução foram ouvidos o marido da inglesa, Charles Metcalf, e as filhas do casal, Natasha e Alice Metcalf. Em maio, a família esteve em Manaus como testemunhas de acusação e hoje estiveram somente como ouvintes. Os réus Mailson Roberto Gomes e Raimundo Nonato Lima de Oliveira também estiveram presentes e foram ouvidos na audiência desta segunda-feira.

“O Ministério Público e a defesa vão arregimentar as provas. Em duas semanas teremos este processo sentenciado. Já era para ter sido encerrado, mas algumas testemunhas não se fizeram presentes na primeira audiência. Hoje encerramos a instrução e as provas já foram apresentadas. Agora foi aberto um prazo para as alegações finais da acusação e da defesa”, explicou o juiz, Henrique Veiga Lima.

Mailson confessou que não portava habilitação para pilotar barcos e adquiriu um documento falso após o acidente. Ele também deve responder por falsidade ideológica em outro processo que corre na Justiça. Além dos dois réus, o guia de turismo, Jailson Pereira de Jesus também foi ouvido hoje como testemunha do ocorrido em 2013.

“Temos de concreto um homicídio culposo, ninguém saiu de casa com o propósito de matar ninguém. A pena para este crime é pequena, de um a três anos. Talvez agrave porque alegaram que faltou a prestação de socorro. Isso que a defesa e o MP vai requerer para provar a tese. A sentença deve ser divulgada em duas semanas”, ressaltou o juiz.

O viúvo Charles, que mora em Kent, na Inglaterra, e estava de férias com a família em Manaus quando aconteceu o acidente, afirmou que move o processo para que acidentes como estes não se repitam. “Achamos que os dois são culpados e é isso que esperamos da Justiça. O mais importante é que eles entendam as suas responsabilidades nos rios. É preciso haver mais segurança. Isso é mais importante do que eles passarem um tempo na prisão”, analisou o inglês, referindo-se à possibilidade dos réus não irem à prisão mesmo sendo condenados.

 

Por Mairkon Castro

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