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Abalado com derrota e dores, Cielo teve saída à francesa do Mundial

O ato de deixar a competição na surdina também foi facilitado porque ele não dividia quarto com nenhum outro nadador brasileiro -o que é praxe para todos os demais - foto: reprodução

O ato de deixar a competição na surdina também foi facilitado porque ele não dividia quarto com nenhum outro nadador brasileiro -o que é praxe para todos os demais – foto: reprodução

Abalado com o resultado nos 50 m borboleta, o nadador deixou da Vila dos Atletas pela manhã rumo ao aeroporto internacional da cidade. O próprio atleta cuidou da remarcação do voo, inicialmente previsto apenas para a outra semana.

Cielo quase não foi notado em sua saída. Simplesmente porque não se despediu, conforme contou Felipe França, quarto colocado nos 50 m peito nesta quarta.

O ato de deixar a competição na surdina também foi facilitado porque ele não dividia quarto com nenhum outro nadador brasileiro -o que é praxe para todos os demais. Sua viagem tem duas paradas, em Moscou e Paris, antes da chegada a São Paulo, por volta das 6h desta quinta-feira, em voo da Air France.

Apenas Ricardo de Moura, diretor da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Alberto Pinto da Silva, técnico chefe da equipe masculina, Arilson Silva, seu treinador pessoal, e o médico Gustavo Magliocca participaram da decisão de efetuar o “corte” do principal nadador da história do país do Mundial. A definição foi feita depois das 22h de terça-feira (4), já com todos munidos de exame de imagem feito à tarde.

A justificativa dada por Magliocca foi de que se constatou uma lesão mais séria do que se pensava no ombro esquerdo de Cielo. Ele sofre de problema no tendão supra espinhoso e deve ficar até 12 semanas sem treinar e à base de fisioterapia, ainda segundo o médico. O caso não é grave.

Se por um lado ele se foi, por outro seu treinador permaneceu em Kazan. Como compõe a equipe técnica brasileira, ele continuará a ser um dos orientadores dos atletas. Nesta quarta, porém, não deu declarações à imprensa.

Ambos fizeram uma preparação para o Mundial à parte em relação ao restante da equipe nacional de natação. Como abdicaram de ir ao Pan de Toronto, Cielo e Arilson foram diretamente para a França, onde o nadador disputou o Aberto da França. Depois, seguiram para Eindhoven, na Holanda, para treinamentos.

Os demais atletas da seleção fizeram a aclimatação em Rio Maior, em Portugal. Cielo se juntou ao grupo já em Kazan. Mas não acompanhava a equipe em todos os treinos. Um integrante da delegação contou à Folha que em alguns momentos ele nem mesmo trajava o uniforme oficial, o que é requisito.

Com a partida, ele não defenderá o tricampeonato mundial no sábado (7). Bruno Fratus será o único representante brasileiro na prova.

Por Folhapress

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