Editorial

A reforma ortográfica do PT

Incapaz de resolver o problema do analfabetismo, os governos petistas optaram por uma política cultural em que vale mais o que sabe menos: dois negros tomando café em um quiosque formam um quilombo; dois morenos, perdidos em uma noite suja, constituem uma ascendência indígena; a língua portuguesa não é mais a de Camões, mas a estropiada pelo Lula e os lulo-dilmistas – “nós vai”, “o pessoal foram”; só a direita elitista declina corretamente um verbo (pois sim: o PT não imagina o quanto existe de infiltração em suas fileiras).

Na política e na economia a reforma petista é avassaladora: vale o quanto pesa o adversário (na verdade, um outro negociante do outro lado do balcão). Nesta semana, a autorregulação do mercado funcionou a contento na Câmara dos Deputados: por um punhado de reais os deputados (aqueles que são a favor e os que não são contra o governo) garantiram um feliz Natal para eles e para a presidência-não-me-toques de Dilma Rousseff.

Em um golpe de mágica típico dos malabares que vivem sob os semáforos, a Câmara em troca (explicitamente declarada) de dinheiro desobrigou, na terça-feira 9, o governo de cumprir qualquer meta de superávit (a poupança para pagamento de juros de dívida pública), neste ano: poder fazer o que quiser e como com a economia. O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, disse na quarta-feira 10 que “precisamos colocar na cabeça que [a Lei da] Anistia é esquecimento, virada de página, perdão em seu sentido maior”.

A própria Dilma Rousseff está satisfeita com o relatório da Comissão Nacional da Verdade: levar criminoso à Justiça é revanchismo. É assim que o Brasil absorveu o que foi a Escravidão e o genocídio dos índios. Com esse avanço do relativismo, pode-se dizer que, na Copa do Mundo, o Brasil venceu a Alemanha por um a sete.

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

To Top