Cultura

Ainda pouco praticada, dança tribal vem ganhando espaço em Manaus

Os passos firmes do flamenco, a tradição indiana e a sensualidade da dança do ventre reunidas em uma única coreografia. Este é o tripé da recém-criada dança tribal que ainda é pouco praticada em Manaus, mas que tem chamado a atenção dos frequentadores do restaurante Madame Nyx (Morada do Sol).


A curiosidade em torno do estilo cresce ainda mais quando é colocada em prática por um homem. Isso mesmo, Felipe Lima é o responsável por popularizar a performance durante suas apresentações.

O dançarino explica que a dança tribal é uma espécie de prima da dança do ventre, tendo em vista os movimentos e os figurinos. “Mas é bom esclarecer que existem diferenças bruscas, pois enquanto no estilo ventre o figurino é mais colorido, no tribal as cores são mais fortes como o preto e o vermelho, por exemplo. Sem falar do estilo exótico que fica bastante claro durante uma apresentação”, conta.

Felipe Lima teve seu primeiro contato com a dança tribal em um festival realizado em São Paulo, há uns 5 anos. Segundo ele, foi amor à primeira vista. “Já praticava a dança do ventre, mas depois que conheci a dança tribal fiquei encantado. Até porque é um estilo que dá mais abrangência aos homens”, comenta.

A partir daí, ele buscou especializações. Participou de um workshop ainda neste festival e busca na internet tutoriais que facilitem seu aprendizado.

“Posso me considerar autodidata, mas sempre faço muitas pesquisas. Entre 2007 e 2009, a tribal virou febre em Manaus, mas depois disso deu uma adormecida. O que é totalmente diferente de São Paulo, por exemplo. Lá, em cada esquina é possível encontrar uma escola de dança do ventre, uma realidade diferente de Manaus. Por aqui, salvo engano, só existem duas”, critica.

Sensualidade x vulgaridade

Ele acredita que a baixa procura pelo estilo dificulta a proliferação das escolas.

“Por se tratar de algo sensual, as pessoas associam de forma automática a vulgaridade. E isso não tem nada a ver. É preciso entender que isso nada mais é do que um estilo de dança, uma prática comum em determinadas culturas do Oriente Médio”, ressalta.

Atualmente, ele é aluno da Escola Nawaar, comandada pela dançarina Adriana Amazonas. Inclusive foi onde surgiu a oportunidade de realizar as apresentações no Madame Nyx. “Os responsáveis pelo local estavam procurando profissionais da dança com estilos diferentes. Foi quando duas amigas mostraram meus vídeos e eles entraram em contato comigo. Desde setembro do ano passado apresento a dança tribal no restaurante”.

E apesar do ainda existente preconceito, Lima comenta que o resultado tem sido bastante positivo e que não se importa com os poucos olhares de reprovação. “O restaurante funciona de quinta-feira a sábado e me apresento todos os dias. As reações são as mais diversas e, no final, a maioria gosta. Quanto aos olhares negativos, não me incomodam e nem me importam”.

E para que as apresentações não caiam na mesmice, Lima confidencia que as coreografias são sempre recicladas. “Se um cliente vai com muita frequência acaba com a surpresa. Portanto, vou mudando os passos e os figurinos para que todos possam se surpreender e ver que cada show conta com uma performance diferenciada. É preciso fazer uma reciclagem para que não fique algo repetitivo”.

Prática

Ainda segundo suas pesquisas, o dançarino conta ser o único homem em Manaus a praticar a dança tribal.

“É bom esclarecer que qualquer pessoa, independentemente de gosto ou tipo físico, pode praticar. E pretendo no futuro, quando houver um tempinho, me dedicar a ensinar o estilo. Por enquanto apenas realizo as apresentações”, disse.

Quem quiser conferir o talento de Felipe Lima e as performances da dança tribal podem ir até o restaurante Madame Nyx que funciona de quinta-feira a sábado, das 21h às 23h, e está localizado na avenida Via Láctea, 65, Morada do Sol.

Para mais informações ou reservas, basta entrar em contato por meio do telefone (92) 98423-2966, que também funciona como WhatsApp.

Por Bruno Mazier (equipe Jornal EM TEMPO)

1 Comment

1 Comment

  1. Amanda Thayná Lima de Oliveria

    30 de maio de 2015 at 14:05

    Meu irmão é demais✌Parabens Felipe Lima meu mano
    E parabéns pela entrevista Jornal em Tempo.
    #Sou Irmã do Felipe Lima

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