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‘A graça da música está na diversidade’, diz Djavan

Atração em Manaus na próxima sexta-feira, dia 6 de maio, na área da piscina do Tropical Hotel Manaus, o cantor Djavan fala ao EM TEMPO sobre o disco - foto: divulgação

Atração em Manaus na próxima sexta-feira, dia 6 de maio, na área da piscina do Tropical Hotel Manaus, o cantor Djavan fala ao EM TEMPO sobre o disco – foto: divulgação

A vida foi a principal fonte de inspiração do alagoano Djavan para compor o conteúdo do seu mais recente disco, “Vidas pra contar”, o 23º de sua trajetória, lançado no ano passado. Desde fevereiro, o cantor e compositor está em turnê para apresentar ao públicos essas novas canções (‘Não é um bolero’, ‘Vida nordestina’, ‘Só pra ser o sol’, ‘Encontrar-te’) e também grandes sucessos de sua carreira (“Eu te devoro”, “Outono”, “Boa noite”), que completou 40 anos em 2015. Em Manaus, Djavan se apresenta na próxima sexta-feira (6), no Tropical Hotel, a partir de 23h30.

As composições de “Vidas pra contar” mantêm a variedade musical que sempre interessou ao artista, incluindo pop, samba e ritmos nordestinos, por exemplo. “Esse CD segue com o foco da diversidade. Em geral, meus discos são voltados para explorar a diversidade, que faz parte da minha formação musical. Para mim, a graça da música está na diversidade”, explica Djavan, em entrevista ao EM TEMPO.

“Eu costumo dizer que minha influência vai de Luiz Gonzaga a Beatles, passando por música francesa, música de várias regiões do Brasil, pela música flamenca principalmente, que chama muito a minha atenção, pelo bolero mexicano”, comenta. “Essa diversidade está no meu sangue”.

E já que o tema do novo álbum do cantor é vida, os assuntos das canções também são bastante variados. “Nesse disco eu falo de vida. De encontros e desencontros amorosos, falo de minha mãe pela primeira vez, que tem sido também assunto em entrevistas recentes, sobre o papel dela na minha formação artística, falo de bichos, sobre o Nordeste e seu folclore, religiosidade, a beleza das moças”, cita.

Djavan é um artista autoral e se envolve em todo o processo de gravação: canta, compõe, escreve, toca e arranja. É um processo que requer muita energia, ele reconhece, mas que desperta muita satisfação. “Eu levo muito tempo gravando porque faço tudo. Isso demanda muito esforço, mas eu faço me divertindo”, afirma.

O artista também possui um jeito peculiar de cantar e tocar que precisa passar aos músicos que o acompanham em estúdio e nos palcos da maneira mais íntegra. “Com a banda desse show especificamente, o resultado que eu quero é alcançado não digo rapidamente, mas com uma facilidade maior do que com músicos com quem não tenho um trato mais profundo”, diz.

Os músicos que acompanham Djavan na turnê “Vidas pra contar” são Carlos Bala (bateria), Jessé Sadoc (flügelhorn, trompete e vocal), Marcelo Mariano (baixo e vocal), Marcelo Martins (flauta, saxofone e vocal), Paulo Calasans (teclados e piano) e João Castilho (guitarras, violões e vocal).

Padrão

Mais uma vez, Djavan também está à frente da direção de seu show. “Do mesmo modo que eu dirijo meus discos, eu dirijo meus shows porque tudo tem que obedecer o meu padrão, afinal, sou eu quem vai estar à frente desse trabalho”, justifica.

Diretamente inspirado no título do CD, o cenário parte do conceito de que a vida das pessoas é um livro em branco que passa a ser preenchido a partir de emoções e experiências ao longo dos anos. No show, esse livro em branco é aberto ao fundo do palco, e luzes e grafismos preenchem suas páginas. A criadora é Suzane Queiroz, que assina pela terceira vez o cenário de um show de Djavan – os anteriores foram “Ária” e “Rua dos amores”.

O fato de não perder a impetuosidade de produzir música é o que tem movido Djavan artisticamente há 40 anos. “A cada dois anos eu tenho disposição para compor 12 músicas, 12 letras, 12 arranjos, depois subir ao palco e viajar em turnê. Tudo isso demanda muita disciplina. E sem essa disciplina, dedicação e sem foco, não se faz nada bem. Eu sou muito disciplinado e estou integrado há muitos anos nesse processo”, finaliza o artista.

Por Luiz Otávio Martins

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