Economia

8ª edição da Fiam abre com movimento fraco

Ministério do Desenvolvimento aposta na Feira Internacional da Amazônia para consolidar o modelo Zona Franca para as próximas décadas – foto: Diego Janatã

Ministério do Desenvolvimento aposta na Feira Internacional da Amazônia para consolidar o modelo Zona Franca para as próximas décadas – foto: Diego Janatã

Com um movimento fraco se comparado com o primeiro dia das edições anteriores, a 8ª Feira Internacional da Amazônia (Fiam) foi aberta oficialmente nesta quarta-feira (18), no centro de convenções do Studio 5, no Distrito Industrial, Zona Sul. Com a expectativa de movimentar cerca de US$ 17 milhões em negociações nos quatro dias, o evento é tido como o momento ideal para repensar o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM).

Segundo o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Fernando Furlan, o momento de retração no consumo dos produtos produzidos pela ZFM é sentido por todos. Para ele, é hora de repensar o modelo na tentativa para aumentar as exportações.

“Na próxima edição da Fiam, em 2017, nós estaremos completando 50 anos. Nós temos aí algum tempo, para melhorarmos, inovarmos e consolidarmos o modelo, que tem se mostrado um modelo de sucesso à região e para o país. Nós temos que melhorar no sentido de que a região cada vez menos dependa de Brasília, que cada vez mais seja autossustentável”, avaliou Furlan.

Para o governador do Estado, José Melo, embora o modelo ZFM seja forte, ele tem alguns desafios. Além da questão de infraestrutura, ele citou a importância de modernizar os caminhos para o escoamento da produção. “Um dos desafios tem a ver com o asfaltamento da BR-319, que vai abrir um corredor de importação e exportação de produtos importantes para facilitar e adequar os nossos custos. Temos de modernizar nossos portos. Os que temos aqui são antigos e precisam ser melhorados”, apontou.

O artesão Glauco Soprano, que participa pela segunda vez da Fiam, afirmou que o evento é importante para negociar suas peças. “Espero vender 95% de tudo que trouxe para cá. Vai ajudar a passar o final de ano com mais tranquilidade”, finalizou.

Por André Tobias

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