Economia

1º de maio, menos festas e mais luta pelos trabalhadores

Trabalhadores prometem ir às ruas para defender seus direitos, que podem ser afetados por projetos que tramitam no Congresso Nacional - foto: divulgação/Agência Brasil

Trabalhadores prometem ir às ruas para defender seus direitos, que podem ser afetados por projetos que tramitam no Congresso Nacional – foto: divulgação/Agência Brasil

As tradicionais festividades que marcam o 1º de maio – Dia do Trabalhador – serão deixadas de lado pela maior parte da classe operária, no Amazonas, devido, principalmente, à atual situação econômica e aos perigos que rondam os trabalhadores no Brasil. Com tanta preocupação, os servidores de várias categorias irão reservar a data para acumular forças e se preparar para mudanças que podem ocorrer com o  possível afastamento da presidente Dilma Rousseff, que, segundo os movimentos sindicais, que os representam, poderá prejudicar a classe.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores no Amazonas (CUT-AM), Valdemir Santana, afirmou que a CUT vai centralizar alguns atos em suas próprias categorias, como a construção civil e a de metalúrgicos.

“Já estão sendo entregues materiais sobre a atual situação política do Brasil. Estamos verificando os problemas no país. Caso o vice assuma, ele vai passar vários projetos que estão no Congresso para acabar com o 13º salário, as férias, tirar os direitos sociais, entre outros, e essa é a nossa preocupação. Nós já estamos alertando os trabalhadores. As comemorações vão se dar nesse sentido, internamente, mas chamando atenção para esses problemas”,
conta o sindicalista.

‘Oração’

O presidente da Força Sindical no Amazonas, Vicente Filizzola, afirma que as ações estarão voltadas para um evento que não vai ser festivo. “Nós não vamos neste ano faze festa, com música e comida. Vamos fazer mais atos políticos e
religiosos”, diz.

Vicente revela ainda que grupos de sindicatos vão atravessara de balsa até o Careiro da Várzea, em um ato pela BR-319. Neste domingo (hoje), será celebrada a missa do trabalhador, que será uma reflexão pelo Brasil”, diz. A missa estava prevista para acontecer na Paróquia de São José Operário, bairro Praça 14, a partir das 11h da manhã.

Conscientização

Pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nindberg dos Santos declarou que as ações para o dia 1º de maio serão bem reservadas.

“Vamos fazer a entrega de informativos que contam um pouco a história do 1º de Maio e pedir que está data seja para todos os trabalhadores uma oportunidade de reflexão sobre o que os trabalhadores em geral estão vivendo, pela situação em que o país está, com redução de direitos cada vez maiores. Vai atuar internamente com a categoria”, conclui o dirigente sindical.

Terceirização gera temores

Uma das principais preocupações que os trabalhadores brasileiros possuem hoje é a proposta que tramita no Congresso Nacional para regulamentar a terceirização no país.

De acordo com o presidente da UGT, Nindberg dos Santos, o tema da regulamentação da terceirização é um dos mais prejudiciais ao trabalhador, pois pode levá-lo a perder direitos trabalhistas.

“Afeta tudo. Sem geração de emprego não tem renda e sem renda não tem rotatividade, não tem o serviço. A taxa de juros aumenta, a inflação aumenta, o poder de compra dos colegas fica prejudicado, as cobranças aumentam e com isso não temos uma definição de mercado para o futuro, então a situação, com toda essa crise econômica, ela deve afetar e esperamos que seja para melhor”, conclui o sindicalista.

Promessa

Para agradar ao empresariado, o vice Michel Temer acenou que, caso assuma a Presidência da República em um possível afastamento da presidente Dilma, ele vai trabalhar para aprovar a “regulamentação” da terceirização no Brasil.

Por Joandres Xavier

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir