Economia

Greve na Receita Federal ameaça produção do PIM

Auditores fiscais da RF realizam operação padrão para liberar mercadorias retidas nos portos para cobrar reajuste salarial - foto: Ione Moreno

Auditores fiscais da RF realizam operação padrão para liberar mercadorias retidas nos portos para cobrar reajuste salarial – foto: Ione Moreno

Empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) podem paralisar linhas de produção nos próximos dias se for mantido o acúmulo de quase 3 mil contêineres com insumos que aguardam liberação nos portos de Manaus.

O alerta foi feito nessa terça -feira (13) pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). Os empresários estão preocupados com a intensificação por parte dos auditores fiscais da Receita Federal no Porto Chibatão das fiscalizações minuciosas nas mercadorias, que tem causado tumulto e filas longas de caminhões, como forma de protesto da categoria que ainda não teve suas reivindicações atendidas pelo governo federal.

Com o ato, os auditores fiscais buscam chamar a atenção para o atraso no julgamento de um projeto de lei na Câmara dos Deputados, em Brasília, que pede o cumprimento do acordo com o governo federal a respeito de reajuste salarial e atribuições do cargo que foi assinado em março deste ano e que já deveria ter sido cumprido em agosto, mas segue parado.

O presidente do Cieam, Wilson Périco, confirmou o risco real de ocorrer paralisações nas linhas de produção do PIM, por falta de matéria-prima. “Não temos nada contra a demanda dos auditores fiscais até porquê foi uma promessa feita pelo governo (federal). Mas, esperamos que haja bom senso de ambas as partes para que a disputa se resolva logo e não prejudique o funcionamento da indústria local”, declarou o empresário.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Funcionários Fiscais do Estado do Amazonas (Sindifisco-AM), José Jefferson, o projeto de lei enviada à Câmara dos Deputados no dia 25 de julho segue paralisado.

Uma reunião que estava prevista para acontecer no último dia 13, que poderia definir o destino da categoria, foi adiada novamente para o dia 4 de outubro. “Chega uma hora que o discurso bonito e a paciência vão se esgotando e a única alternativa é partir para a mobilização. É nosso último recurso para reverter esse quadro totalmente desfavorável que tem se apresentado para que o atual governo cumpra com o que prometeu”, desabafou Jefferson.

Ele disse ainda que a categoria segue articulando com os deputados federais em busca de agilizar o julgamento do PL, antes das eleições, mas ainda não há previsão de êxito.

Segurança

No Porto Chibatão, o auditor fiscal Frederico Augusto Castello Branco destacou que a categoria tem como principal anseio, além da pauta remuneratória que pede reajuste salarial de 21%, as atribuições do cargo de auditor fiscal para que sejam compilados em uma lei única. “Nosso cargo é constantemente atacado por outras categorias que querem as nossas atribuições. Esse texto poderá unir diversas leis de diversos locais que irão fortalecer o cargo de auditor fiscal”, finalizou.

Por Joandres Xavier

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir